Canetas para emagrecimento fazem perder músculo? O que realmente acontece com a composição corporal
Atualizado: 3 de set.
As chamadas canetas para emagrecimento transformaram o tratamento da obesidade. Medicamentos como semaglutida e tirzepatida passaram a permitir perdas de peso muito expressivas, enquanto novas moléculas em desenvolvimento, como a retatrutida, mostram que a capacidade desses tratamentos pode aumentar ainda mais nos próximos anos.
Apesar de serem popularmente colocadas no mesmo grupo, essas medicações não funcionam exatamente da mesma forma. A semaglutida atua no receptor de GLP-1, a tirzepatida combina ação nos receptores de GIP e GLP-1 e a retatrutida, ainda em investigação, atua simultaneamente em GIP, GLP-1 e glucagon.
Mas existe uma pergunta que continuará relevante independentemente da molécula utilizada:
quanto do peso perdido é gordura e quanto pode representar perda de músculo?
A resposta exige mais cuidado do que simplesmente afirmar que “as canetas fazem perder músculo”.
Durante perdas importantes de peso, alguma redução de massa livre de gordura pode acontecer. O que realmente interessa é entender quanto dessa redução representa músculo, se ela é desproporcional e como preservar musculatura, força e função durante o tratamento.
Emagrecer com qualidade não deveria significar apenas pesar menos.
Canetas para emagrecimento fazem perder músculo?
Os estudos mostram que medicamentos utilizados no tratamento da obesidade reduzem principalmente gordura corporal, mas alguma redução de massa magra também pode acontecer.
Uma meta-análise publicada em 2026 reuniu 20 ensaios clínicos randomizados com mais de 15 mil participantes. A massa magra correspondeu a aproximadamente 25% a 39% do peso perdido dependendo do medicamento avaliado. Para tirzepatida, a proporção foi de aproximadamente 25%; para semaglutida, cerca de 35% na análise agrupada.
Um dado particularmente interessante é que essa proporção foi semelhante à observada em intervenções intensivas de mudança de estilo de vida, nas quais aproximadamente 26% da redução de peso correspondeu a massa magra.
Quando havia treinamento de força associado, porém, a proporção caiu para cerca de 17,5%.
Isso muda bastante a interpretação.
Primeiro, porque perder massa magra não é um fenômeno exclusivo das canetas.
Segundo, porque existe espaço para modificar a qualidade dessa perda de peso com alimentação e treinamento adequados.
E terceiro, porque massa magra não é sinônimo de músculo.
Perder massa magra é o mesmo que perder músculo?
Não.
Essa talvez seja a informação mais importante para interpretar os estudos e também avaliações de composição corporal feitas durante o emagrecimento.
Quando DXA, bioimpedância ou outros métodos mostram uma redução de massa magra ou massa livre de gordura, esse número não representa exclusivamente músculo esquelético.
Nesse compartimento também entram diferentes quantidades de:
água corporal;
glicogênio e água associada;
órgãos e outros tecidos;
tecidos conjuntivos;
componentes não adiposos do organismo.
Por isso, afirmar que alguém “perdeu 5 kg de músculo” simplesmente porque uma avaliação mostrou redução de 5 kg de massa magra é incorreto.
As revisões mais recentes sobre o tema chamam atenção justamente para essa dificuldade de interpretação. A redução absoluta de massa magra durante o tratamento não significa automaticamente desenvolvimento de sarcopenia nem corresponde integralmente à perda de músculo funcional.
Isso também explica por que a composição corporal precisa ser interpretada junto com outras informações, como força, desempenho físico, treinamento, medidas e evolução clínica.
O que os estudos mostram com semaglutida e tirzepatida?
Semaglutida e tirzepatida são particularmente importantes porque já possuem uma quantidade maior de estudos com avaliação da composição corporal.
No estudo STEP 1, uma análise por DXA mostrou que a semaglutida produziu uma redução muito maior de gordura do que de massa magra. A gordura corporal total caiu aproximadamente 19%, a gordura visceral cerca de 27% e a massa magra aproximadamente 10%. Mesmo com a redução absoluta de massa magra, sua participação proporcional no peso corporal aumentou porque a perda de gordura foi maior.
Dados mais recentes também mostram que mudanças em massa magra não significam necessariamente piora funcional. No estudo SEMALEAN, publicado em 2025, houve redução inicial de massa magra com semaglutida, seguida de estabilização, enquanto a força de preensão melhorou ao longo do acompanhamento.
Com a tirzepatida, a subanálise de composição corporal do estudo SURMOUNT-1 encontrou uma redução de aproximadamente 21% no peso corporal em 72 semanas. Cerca de 75% do peso perdido correspondeu a gordura e 25% a massa magra.
Ou seja, dizer simplesmente que “Mounjaro faz perder músculo” não representa bem os resultados.
A maior parte da redução observada ocorre às custas de gordura corporal.
Isso não significa, porém, que devemos ignorar a musculatura durante o tratamento.
E as novas canetas, como a retatrutida?
Essa discussão não deveria ficar limitada aos medicamentos disponíveis atualmente.
A retatrutida é um bom exemplo do que pode vir pela frente. Diferentemente da semaglutida e da tirzepatida, ela atua simultaneamente nos receptores de GIP, GLP-1 e glucagon.
Em agosto de 2026, a retatrutida ainda não está aprovada para uso público. O medicamento permanece investigacional e seu programa clínico de fase 3 continua em desenvolvimento, apesar dos resultados expressivos já divulgados. A fabricante prevê iniciar submissões regulatórias em 2027.
Isso é importante porque a retatrutida já é tratada em redes sociais como se fosse simplesmente uma nova caneta disponível, o que ainda não corresponde à realidade.
Em relação à composição corporal, já existem dados interessantes.
Uma subanálise de um estudo de fase 2 em pessoas com diabetes tipo 2 mostrou reduções importantes de gordura corporal com retatrutida. A proporção da perda de peso correspondente a massa magra foi semelhante à observada com outros tratamentos para obesidade, sem sinal de que a maior magnitude de emagrecimento tenha produzido uma perda proporcionalmente maior de massa magra.
Ainda assim, temos muito menos dados sobre músculo, força e função com retatrutida do que temos com semaglutida e tirzepatida.
Portanto, seria precipitado assumir que todas as futuras canetas produzirão exatamente o mesmo efeito sobre a composição corporal.
O princípio mais importante é outro:
quanto maior a capacidade de produzir perdas expressivas de peso, mais importante se torna acompanhar a qualidade desse emagrecimento.
Perder alguma massa magra durante o emagrecimento é sempre ruim?
Não necessariamente.
Imagine uma pessoa com obesidade importante que perde 20, 30 ou mais quilos.
Seu organismo passa a sustentar e movimentar um corpo consideravelmente menor. Mudanças em água, glicogênio, tecidos de sustentação e outros componentes não adiposos também acompanham essa redução.
Por isso, esperar que 100% do peso perdido seja exclusivamente gordura não é realista.
Além disso, reduzir massa magra em valores absolutos não significa necessariamente perder força ou capacidade funcional.
O que queremos evitar é uma perda excessiva e clinicamente relevante de musculatura, principalmente quando acompanhada de:
redução importante de força;
piora do desempenho físico;
perda de função;
baixa ingestão alimentar;
queda importante da massa muscular;
dificuldade crescente para realizar atividades cotidianas.
O objetivo não deve ser preservar cada grama de massa livre de gordura a qualquer custo.
Deve ser produzir uma perda predominantemente de gordura enquanto preservamos o máximo possível da musculatura e da função que realmente importam.
Quem precisa ter mais cuidado com perda muscular?
O risco não é igual para todas as pessoas.
A atenção deve ser maior principalmente em indivíduos com:
idade mais avançada;
pouca massa muscular antes do início do tratamento;
sedentarismo;
obesidade associada à baixa massa muscular;
ingestão alimentar muito reduzida;
perda de peso muito rápida;
consumo insuficiente de proteínas;
náuseas, vômitos ou outros sintomas que prejudiquem muito a alimentação;
ausência de treinamento de força.
As sociedades de nutrição e obesidade recomendam justamente que o tratamento com essas medicações seja acompanhado de avaliação de alimentação, atividade física, força, composição corporal e risco nutricional, em vez de utilizar apenas o peso como indicador de sucesso.
Como preservar músculo durante o uso de canetas para emagrecimento?
Essa provavelmente é a parte mais importante do tratamento do ponto de vista da composição corporal.
Treinamento de força
Não basta apenas “fazer alguma atividade física”.
Quando o objetivo é preservar músculo, a musculação ou outro treinamento resistido adequadamente estruturado possui um papel particularmente importante.
A meta-análise de 2026 encontrou uma proporção de perda de massa magra significativamente menor quando intervenções de emagrecimento incluíam treinamento de força.
Isso faz sentido fisiologicamente.
Se existe um déficit energético importante, o organismo recebe um sinal para reduzir reservas e tecidos. O treinamento de força ajuda a fornecer um estímulo para manter e adaptar aquela musculatura, enquanto a alimentação fornece os nutrientes necessários para isso.
Cardio continua sendo excelente para saúde e condicionamento. Mas ele não substitui completamente o estímulo específico do treinamento resistido quando a prioridade é preservar massa muscular.
Proteína suficiente, mas não proteína a qualquer custo
A ingestão adequada de proteína também é fundamental.
Porém, isso não significa transformar a alimentação inteira em whey, carnes, ovos e produtos “high protein”.
Em pessoas com obesidade, utilizar automaticamente o peso corporal atual para multiplicar recomendações elevadas de proteína pode gerar metas exageradas. A quantidade precisa considerar composição corporal, peso de referência quando necessário, atividade física, idade, função renal, déficit energético e tolerância alimentar.
Esse é um ponto especialmente importante quando o apetite está muito reduzido.
Não deixar a dieta virar “proteína e salada”
Esse é um erro bastante comum.
Como essas medicações podem reduzir muito o apetite, existe uma tendência de priorizar apenas proteína e cortar drasticamente o restante.
Mas preservar músculo também exige conseguir treinar.
Carboidratos ajudam a fornecer energia e glicogênio para o exercício, enquanto frutas, vegetais, cereais, leguminosas e outras fontes alimentares contribuem com fibras, vitaminas e minerais.
A alimentação de alguém utilizando uma caneta para emagrecimento não deveria ser reduzida a:
proteína + salada + medicamento.
O objetivo é comer menos quando necessário, mas continuar comendo bem.
“Não sinto fome” não significa “não preciso comer”
Essa é uma mudança importante provocada por medicamentos muito eficazes.
Antes do tratamento, a dificuldade de algumas pessoas era conseguir controlar uma ingestão elevada.
Depois da introdução de um medicamento potente, o problema pode se inverter.
A pessoa passa longos períodos sem fome, reduz drasticamente o volume das refeições e começa a ter dificuldade para atingir quantidades adequadas de proteína, energia, fibras, vitaminas e minerais.
O documento conjunto publicado pela American Society for Nutrition, The Obesity Society, Obesity Medicine Association e American College of Lifestyle Medicine chama atenção para justamente esse risco, recomendando acompanhamento da alimentação, dos sintomas gastrointestinais, da massa muscular e da qualidade nutricional durante o uso dessas terapias.
Portanto, falta de fome não deve ser utilizada como único indicador de quanto o organismo precisa receber.
Whey protein resolve a perda muscular?
Não.
Whey protein pode ser extremamente útil pela praticidade, principalmente quando o apetite está baixo e existe dificuldade de atingir a meta de proteína utilizando alimentos.
Mas ele é apenas uma ferramenta.
Tomar um shake todos os dias não compensa ausência de treinamento de força, déficit energético exagerado ou uma alimentação globalmente inadequada.
O mesmo vale para produtos “high protein”.
O objetivo não é encontrar a maior quantidade possível de proteína em cada refeição, mas atingir uma quantidade adequada dentro de uma alimentação nutricionalmente completa.
E a creatina?
Creatina possui evidências robustas para melhora de força e desempenho e pode favorecer ganho ou preservação de massa muscular quando associada ao treinamento.
Isso não significa, porém, que já possamos afirmar que ela evita especificamente a perda muscular provocada pelo emagrecimento com semaglutida, tirzepatida ou outras canetas.
Revisões atuais consideram a creatina uma estratégia complementar potencialmente interessante, mas ainda existem poucos estudos diretos nesse contexto específico.
Portanto, a ordem de prioridade continua sendo:
treinamento de força + alimentação adequada + proteína suficiente + monitoramento da evolução.
Depois avaliamos se suplementos podem acrescentar algum benefício.
Como saber se estou perdendo músculo?
A balança não responde essa pergunta.
Uma boa avaliação pode considerar, em conjunto:
composição corporal;
circunferências;
evolução visual;
força;
desempenho nos exercícios;
capacidade funcional;
velocidade da perda de peso;
ingestão alimentar;
rotina de treinamento.
Bioimpedância e antropometria podem contribuir bastante, mas também precisam ser interpretadas dentro do contexto.
Alterações de hidratação, glicogênio e ingestão alimentar podem modificar estimativas de massa magra, principalmente em avaliações isoladas.
Por isso, tendência ao longo do tempo é muito mais informativa do que uma única medição.
Esse será inclusive um ponto importante de um próximo conteúdo sobre confiabilidade da bioimpedância e avaliação da composição corporal.
Perder peso mais rápido é necessariamente melhor?
Não.
Uma queda rápida na balança pode parecer extremamente satisfatória, principalmente depois de anos de dificuldade para emagrecer.
Mas existe uma diferença importante entre:
perder peso
e
melhorar composição corporal.
Uma pessoa pode perder 20 kg com redução predominante de gordura, manter treinamento, preservar força e terminar o processo fisicamente melhor.
Outra pode perder os mesmos 20 kg consumindo pouquíssimos alimentos, sem treinamento de força, com ingestão inadequada de nutrientes e maior redução de musculatura.
A balança mostra o mesmo resultado. O corpo não.
Por isso, a velocidade e a magnitude do emagrecimento precisam ser interpretadas junto com qualidade nutricional, força, função e composição corporal.
Canetas cada vez mais potentes tornam essa discussão ainda mais importante
O tratamento farmacológico da obesidade está avançando rapidamente.
Durante muito tempo, uma das maiores dificuldades era conseguir produzir uma redução suficientemente grande de peso.
Com medicamentos mais eficazes, o problema clínico começa parcialmente a mudar.
Novas moléculas já conseguem produzir perdas que se aproximam da magnitude historicamente observada com algumas intervenções cirúrgicas. A retatrutida, por exemplo, alcançou reduções muito expressivas nos estudos clínicos, embora ainda permaneça investigacional.
Quanto mais potente se torna nossa capacidade de reduzir peso, mais importante passa a ser perguntar:
que peso estamos perdendo?
Esse é um conceito que continuará válido mesmo quando surgirem novas moléculas.
A evolução dos medicamentos não torna alimentação e exercício menos importantes.
Pode tornar justamente mais importante definir como esse peso será perdido.
Então as canetas para emagrecimento fazem mal para os músculos?
Essa conclusão não é sustentada pelas evidências atuais.
Semaglutida, tirzepatida e outros medicamentos estudados produzem redução de massa magra junto com o emagrecimento, mas a perda de gordura é proporcionalmente maior.
Uma meta-análise de 2026 encontrou proporções de perda de massa magra semelhantes às observadas em intervenções intensivas de estilo de vida. Além disso, intervenções associadas ao treinamento resistido apresentaram preservação consideravelmente maior.
Outra meta-análise recente mostrou melhora da proporção de massa magra em relação ao peso corporal apesar da redução absoluta desse compartimento.
Portanto, o cenário não é:
“a caneta destrói músculo.”
Mas também não deveria ser:
“se o peso está caindo, está tudo bem.”
A melhor interpretação está no meio.
Medicamentos muito eficientes para emagrecimento tornam ainda mais importante acompanhar a qualidade da perda de peso.
Conclusão
Canetas para emagrecimento podem produzir alguma redução de massa magra junto com a perda de peso, mas isso não significa que toda essa redução corresponda a músculo ou que essas medicações causem sarcopenia automaticamente.
Na maioria dos estudos, a perda de gordura é proporcionalmente muito maior.
Semaglutida e tirzepatida oferecem hoje a maior quantidade de dados sobre composição corporal, enquanto moléculas de nova geração, como a retatrutida, mostram que essa discussão tende a se tornar ainda mais importante à medida que tratamentos mais potentes chegam à prática clínica.
O objetivo não deveria ser simplesmente maximizar a quantidade de quilos perdidos.
Emagrecer com qualidade significa reduzir predominantemente gordura enquanto preservamos o máximo possível de musculatura, força, desempenho, função e adequação nutricional.
Treinamento de força, alimentação completa, ingestão adequada de proteína, energia suficiente para manter bons treinos e acompanhamento da composição corporal ajudam a construir esse processo.
A medicação pode ser uma ferramenta extremamente eficiente quando existe indicação médica.
Mas ela não substitui a estratégia nutricional e o treinamento necessários para determinar como esse peso será perdido.
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Principais pontos do artigo
As canetas para emagrecimento reduzem principalmente gordura, mas alguma redução de massa magra também pode acontecer.
Massa magra não é sinônimo de músculo.
Em uma meta-análise de 2026, cerca de 25% a 39% do peso perdido com terapias incretínicas correspondeu a massa magra, proporção semelhante à observada em intervenções de estilo de vida.
Quando havia treinamento de força, a proporção de massa magra perdida foi menor.
Tirzepatida apresentou aproximadamente 75% da perda proveniente de gordura e 25% de massa magra no SURMOUNT-1.
Retatrutida ainda é investigacional em agosto de 2026, mas dados iniciais de composição corporal não indicaram perda proporcional de massa magra superior à observada em outros tratamentos.
Proteína adequada é importante, mas ingerir quantidades exageradas não substitui musculação.
Whey e creatina podem ser ferramentas, mas não são seguros contra perda muscular.
O objetivo deve ser melhorar composição corporal, e não apenas obter a maior redução possível na balança.
Perguntas frequentes
Ozempic, Wegovy ou outras canetas de Semaglutida fazem perder músculo?
Pode ocorrer redução de massa magra durante o emagrecimento com semaglutida. Isso não significa que toda essa redução corresponda a tecido muscular. Os estudos mostram perda proporcionalmente maior de gordura, e dados recentes também demonstram que força e qualidade muscular podem ser preservadas ou melhoradas em determinados contextos.
Mounjaro faz perder massa muscular?
A tirzepatida reduz gordura e massa magra. Na subanálise do SURMOUNT-1, aproximadamente 75% do peso perdido correspondeu a gordura e 25% a massa magra. Massa magra inclui outros componentes além do músculo.
Retatrutida já pode ser usada para emagrecer?
Não. Em agosto de 2026, a retatrutida ainda é um medicamento investigacional e não está aprovada para uso público. Sua segurança e eficácia continuam sendo avaliadas no programa clínico de fase 3.
Todas as canetas têm o mesmo efeito sobre massa muscular?
Não necessariamente. Os medicamentos possuem mecanismos diferentes e os resultados podem variar conforme a molécula, magnitude da perda de peso, alimentação, idade, composição corporal e treinamento.
Como diminuir o risco de perder músculo durante o tratamento?
Treinamento de força, ingestão proteica adequada, alimentação nutricionalmente completa e acompanhamento da composição corporal e do desempenho são as principais estratégias. A evidência recente mostra preservação maior de massa magra quando o emagrecimento é associado ao treinamento resistido.
Preciso tomar whey usando Mounjaro, Wegovy ou outras canetas?
Não necessariamente. Whey pode facilitar o consumo de proteína quando existe pouco apetite, mas não é obrigatório e não substitui alimentos ou treinamento de força.
Preciso comer muita proteína usando canetas para emagrecimento?
Não necessariamente. A quantidade deve ser individualizada. Em pessoas com obesidade, aplicar automaticamente uma recomendação elevada sobre o peso corporal total pode produzir metas desnecessariamente altas e inclusive prejudicar a perda de peso por consumo calórico excessivo.
Perder massa magra significa estar com sarcopenia?
Não. Sarcopenia envolve alterações de musculatura e, especialmente, força e função. Uma redução isolada de massa magra em bioimpedância não permite esse diagnóstico.
Referências
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Impact of Semaglutide on fat mass, lean mass and muscle function in patients with obesity: The SEMALEAN study. 2025.
Sobre o autor
Vinícius Elias | Nutricionista | CRN 22101350
Nutricionista formado pela Universidade Federal Fluminense (UFF), com pós-graduação em áreas relacionadas à nutrição esportiva, metabolismo, emagrecimento, ganho de massa muscular e fisiologia do exercício, incluindo especialização pela Universidade de São Paulo (USP). Possui formação segundo o protocolo internacional ISAK para padronização da avaliação de medidas corporais e composição corporal.
Também é formado em Gastronomia e possui ampla experiência na área de alimentos, diferencial que contribui para a construção de estratégias nutricionais mais práticas e aplicáveis à rotina.
Atua com emagrecimento, ganho de massa muscular (hipertrofia), definição muscular, melhora da composição corporal, saúde e performance esportiva, com atendimento baseado em evidências científicas e estratégias individualizadas.




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